Rayane Brum
Deslumbrei-me com a oportunidade de ir ao show da minha banda favorita. Tudo certo para a viagem, para ir ao show e me surge à questão o que levar para uma viagem rápida. Entre várias duvidas uma certeza, o meu fiel escudeiro, meu tênis verde, ele que sempre me acompanha nas maiores e melhores aventuras, não poderia faltar. Como o deixaria de fora dessa aventura. Arrumei minhas coisinhas na mochila e fomos, eu o fone de ouvido e o all star. A viagem estava para começar, senti-me em minha poltrona de número 23 dentro do ônibus e ao meu lado sentou-se uma menininha. A viagem ia bem, já haviam se passado três horas, quando tirei meu tênis para me sentir um pouco mais confortável, às duas horas seguintes foram de pura tranqüilidade, até o momento em que acordo com a mãe da menina a socorrendo, quando olhei para o chão não pude acreditar no que estava vendo, fiquei verdadeiramente enfurecida, enlouquecida. Aquela jovenzinha havia vomitado no meu lindo, encantador e verde tênis, que naquela ocasião dava lugar a uma coisa nojenta. A mãe da feliz jovem pediu-me desculpas pela obra de arte que sua linda filha havia feito, mas ainda enfurecida, disse à senhora, desculpas não irão limpar meu tênis. Então ela se sentou em outro lugar com sua filha. Na parada do ônibus fui ao banheiro e limpei meu tênis, que voltou a ser linda e ver e a viagem continuou, Feliz novamente.
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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Chinelo
José Carlos Peu (12/12/2010)
Quando era jovem, sentia um prazer inenarrável quando Ele me pisava com carinho. Quando Ele andava devagar olhando para todos os detalhes á sua volta e não tinha nenhuma preocupação com o relógio. Era como se seu desfile tivesse como o único objetivo que todos contemplassem a
minha beleza. Parecia que eu flutuava pela rua, ah! Que gozo! Era como se o mundo fosse perfeito e o céu não precisasse existir, posto que eu já estava no paraíso... Mas, estou ficando velho e gasto. Ele me usou algumas vezes para jogar futebol no asfalto duro da rua de sua casa. Cada vez que ele corria com a bola em direção ao gol, dava pisadas vigorosas no asfalto
e me machucava muito. Pressentia o pior, sabia que mais cedo ou mais tarde eu não iria agüentar este pique. Purgatório... Um dia desses, Ele desceu um morro com a bicicleta velha e sem freio
e me pressionou contra o pneu para evitar o pior para ele. Não pensou em mim, me esfolou, me deixou com uma marca irreparável e me matou um pouquinho. Nunca senti tanta dor quanto naquele dia. Todas as topadas que se seguiram não passaram de um simples prólogo do fim que se aproxima. Inferno... Hoje estou velho. Logo ele irá me rejeitar por outro mais novo ou por
coisa pior, um tênis ou sapato. Minha última vingança foi vê-lo ser quase arrastado para dentro do camburão por um policial que o confundiu com um bandido por estar calçado comigo. Termino minha vida útil feliz.
Quando era jovem, sentia um prazer inenarrável quando Ele me pisava com carinho. Quando Ele andava devagar olhando para todos os detalhes á sua volta e não tinha nenhuma preocupação com o relógio. Era como se seu desfile tivesse como o único objetivo que todos contemplassem a
minha beleza. Parecia que eu flutuava pela rua, ah! Que gozo! Era como se o mundo fosse perfeito e o céu não precisasse existir, posto que eu já estava no paraíso... Mas, estou ficando velho e gasto. Ele me usou algumas vezes para jogar futebol no asfalto duro da rua de sua casa. Cada vez que ele corria com a bola em direção ao gol, dava pisadas vigorosas no asfalto
e me machucava muito. Pressentia o pior, sabia que mais cedo ou mais tarde eu não iria agüentar este pique. Purgatório... Um dia desses, Ele desceu um morro com a bicicleta velha e sem freio
e me pressionou contra o pneu para evitar o pior para ele. Não pensou em mim, me esfolou, me deixou com uma marca irreparável e me matou um pouquinho. Nunca senti tanta dor quanto naquele dia. Todas as topadas que se seguiram não passaram de um simples prólogo do fim que se aproxima. Inferno... Hoje estou velho. Logo ele irá me rejeitar por outro mais novo ou por
coisa pior, um tênis ou sapato. Minha última vingança foi vê-lo ser quase arrastado para dentro do camburão por um policial que o confundiu com um bandido por estar calçado comigo. Termino minha vida útil feliz.
domingo, 5 de dezembro de 2010
Aula 3: O dispositivo
Comecei os trabalhos fazendo uma narrativa dos meus últimos dias: Filme "Rede Social", a ida ao Alemão ontem de manhã e na Vila Aliança à tarde, para concluir com a leitura do Efeito Facebook. Falei longamente sobre a fusão de tecnologias em curso nos dias de hoje, que não nos permite dizer que o Iphone é uma máquina de fotografar que faz ligações telefônicas ou uma televisão com acesso a internet.
Pedi pra que cada um dos alunos contasse uma cena vivida no MSN e depois pedi para que escrevessem um texto incorporando elementos da narrativa dos companheiros.
Propus o exercício por acreditar que a autoficção, gênero literário por excelência da sociedade do Big Brother, não nos permite diferenciar o que é verdade e o que é mentira. Estamos tentando fundir tecnologias narrativas, que além de não nos permitir saber o que é real e o que é ficção não tem uma fronteira definida entre os gêneros literários.
Pedi pra que cada um dos alunos contasse uma cena vivida no MSN e depois pedi para que escrevessem um texto incorporando elementos da narrativa dos companheiros.
Propus o exercício por acreditar que a autoficção, gênero literário por excelência da sociedade do Big Brother, não nos permite diferenciar o que é verdade e o que é mentira. Estamos tentando fundir tecnologias narrativas, que além de não nos permitir saber o que é real e o que é ficção não tem uma fronteira definida entre os gêneros literários.
(Julio Ludemir)
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Percurso para a oficina
Por: Lara Alvez
A mistura dos ritmos musicais populares era mais do que intensa na parada do ônibus, o que contraditoriamente me remeteu a cena anterior em que uma senhora,aparentemente religiosa,junto a crianças com sorrisos abertos e meigos,catavam laranjas numa rua calma, diferente da que eu me encontrava no então momento. A música que alegrava as pessoas do ponto agora não era tão diferente das laranjas que alimentariam os sorrisos e a barriga das crianças. O ônibus chegou, me dirigi ao compromisso e vi uma criança sorrir na rua. Aquela, das laranjas.
MEDO
Por: Lara Alvez
Aos sete anos me tornei ginasta. Aos dez anos achei que seria isso pro resto da vida. No meu aniversário de quinze anos eu não deixei de ir treinar apesar do cansaço que o peso das responsablidade já trazia. Agora próxima dos dezesseis eu só desejo ficar de cabeça pra baixo e deixar meu corpo falar por mim de novo. O meu grande medo é fazer dezessete. E depois vinte e um e não sentir a adrenalina e a felicidade que isso costuma ou costumava trazer pra mim.
sábado, 27 de novembro de 2010
Daquele beijo em diante
Meu primeiro amor aconteceu logo quando entrei no ginásio. Taminy era uma bela morena simpática com fios de cabelos negros vigorosos que quase se igualavam a uma jabuticaba. Seu lábio delicado parecia uma rosa em seus últimos dias.
Seu jeito era diferenciado de todas outras meninas que eu havia beijado. Minha morena, meu coração nervoso, trêmulo de um jeito bom que eu apenas sentia.
Em um dia festivo na escola meu coração sentia tristeza. Minha morena não veio estudar ao meu lado.
Ao acabar o dia dentro da sala pego o aparelho telefônico e em total desespero procuro seu número e vejo que as manhãs com aquela morena eram tão boas que esqueci de pegar seu número.
No dia seguinte, minha morena veio e me deu um abraço forte, que na verdade não era como os outros abraços de amor, pois aquele abraço era como um abraço de amigos. Depois subimos para sala de aula e sentamos como sempre, um ao lado do outro até que veio um amigo meu e a chamou e tascou um beijo. Daquele beijo em diante não era mais minha morena, coisas de moleque aconteceram dali para frente, meu amigo que também não era mais meu amigo e eu brigamos pela nossa morena.
Seu jeito era diferenciado de todas outras meninas que eu havia beijado. Minha morena, meu coração nervoso, trêmulo de um jeito bom que eu apenas sentia.
Em um dia festivo na escola meu coração sentia tristeza. Minha morena não veio estudar ao meu lado.
Ao acabar o dia dentro da sala pego o aparelho telefônico e em total desespero procuro seu número e vejo que as manhãs com aquela morena eram tão boas que esqueci de pegar seu número.
No dia seguinte, minha morena veio e me deu um abraço forte, que na verdade não era como os outros abraços de amor, pois aquele abraço era como um abraço de amigos. Depois subimos para sala de aula e sentamos como sempre, um ao lado do outro até que veio um amigo meu e a chamou e tascou um beijo. Daquele beijo em diante não era mais minha morena, coisas de moleque aconteceram dali para frente, meu amigo que também não era mais meu amigo e eu brigamos pela nossa morena.
(Junior Machado)
sábado, 20 de novembro de 2010
A oficina
A oficina literária "Teu cenário é uma beleza" é ministrada pelo escritor e jornalista Julio Ludemir e realizada em Belford Roxo, aos domingos no Centro, Cultural Donana.
Julio Ludemir é coordenador do projeto Jovem Repórter, em Nova Iguaçu, participou do roteiro do filme "400 contra 1", lançado recentemente nos cinemas. Dentre seus principais livros publicados estão "No coração do Comando", "Sorria, você está na Rocinha", "Lembrancinha do Adeus", "O bandido da chacrete" e "Rim por rim".
Não haverá custos para inscrição, mensalidade ou material. A ajuda de custo para a manutenção da oficina funcionará da seguinte forma: o participante leva consigo dois livros por mês, no valor de R$10 cada, vendendo-o pelo valor que ele desejar e retornando para a manutenção da oficina somente o valor original da obra.
Julio Ludemir é coordenador do projeto Jovem Repórter, em Nova Iguaçu, participou do roteiro do filme "400 contra 1", lançado recentemente nos cinemas. Dentre seus principais livros publicados estão "No coração do Comando", "Sorria, você está na Rocinha", "Lembrancinha do Adeus", "O bandido da chacrete" e "Rim por rim".
Não haverá custos para inscrição, mensalidade ou material. A ajuda de custo para a manutenção da oficina funcionará da seguinte forma: o participante leva consigo dois livros por mês, no valor de R$10 cada, vendendo-o pelo valor que ele desejar e retornando para a manutenção da oficina somente o valor original da obra.
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